Padroeiro
Meu coração sabe tudo,
Minha boca não diz nada,
Caravana de mistérios,
Me acorda até de madrugada.
Som noturno sibilante,
Silva na noite estrelada,
Teu riso, astro sombrio,
És tão belo que me mata.
Teus olhos, verde açoite,
Se espalhando em meu quintal,
Teu sorriso, flor na pedra,
Do meu cinismo matinal.
Chegastes como a luz do dia,
Fazendo orvalho, que prazer,
Soltando teu carinho morno,
No canto rouco do meu ser.
E a voz do santo me indagando,
O que é que eu tô esperando,
Só na rede sem teu calor.
São Francisco sabe tudo,
Me entende até demais,
Sabe que eu te desejo agora,
Padroeiro dos animais.
Amor sereno e louco,
Te desejo quase pouco,
E te amo até demais.
domingo, 25 de agosto de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
If my beloved could only hear this song, this aqua, saturnian hum that echos through the wind... The melody of my own soul, thus. You, my friends, shall spread this song, as birds in his terrace, and make him hear, and grasp, why my heart sings so. For him, only for him, for as much as I breathe, every exhalation will be in his favor.
And I shall sing, breathe, and wait, and become air, and life. Because I´m under a black and old magic called love. Why? That doesn´t concerns me anymore. Life walked and overwhelmed me, and I stand, alone, in the dawn.
domingo, 23 de junho de 2013
A Kiss in the rain
A kiss in the rain,
It´s a Frank Sinatra´s day,
As we silently don´t speak,
To San Francisco we pray.
We walked at the beach,
Longing for an endless sidewalk,
Hands that touch themselves with no reason,
As we forget every clock.
We fear life itself,
Cause it´s so dangerous to live,
When you have someone to live with.
When it rains I kiss you,
So I dance to provoke storms,
Lightining that roses my heart,
Bringing to me cloud, light and more,
Let´s fall in love,
Like a bolt that strikes the sky,
Drifting water by gravity.
Flowers bloom as we touch,
When we dive in, life,
We die young, do not cry,
Sing Porter with me,
And let´s become earth,
So new flowers could rose by.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Poema do Ululu(lululu)
Poema do Ululu(lululu)
Lurcila lúcida lula,
Ululando o inululável,
Lúgubre lume lúmen,
Luciferando lâmbdas lanhas.
Locais lombrosos, losts,
Lendo lácias lixívias,
Lambendo lécios loucos,
Langanhas de lápides.
Lembro Latívia, linha,
Lobos literais,
Ladeiras, lindas,
Lituânia, lesa e leniente.
Lume, lama,
Lhama loura,
Louros e loiros,
Lauras e lauros,
Laurentos laqueados.
Leque liso.
Levei, lindamente,
Lindeza, lábia,
Lepra, lombra,
Lúcios e Lênios,
Leoninos legais lerás.
Lábios, lontras, lentes,
Loquazes labaredas,
Litro, lambida,
Lírios lilases locais.
Ou apenas Ulululululululululu.
Cthulhu.
Oh, Darlings...
Oh, Darlings...
Caligrafo, talvez, pelo tédio,
Mitigando o vazio,
Dançando no escuro,
Pois toda luz é difusa
E eu sou trevas, denso.
As sombras abraçam meus membros,
Aliterando o inaliterável,
Frustração dos escribas abortados,
Pois o eco dos outros é um espelho falso.
Mas danço e escrevo,
Teimando em irradiar beleza,
Poesias que desvanecem ao toque, efêmeras,
Leitura solta dos bestas.
Baixio das inconformidades,
Às vezes eu espremo as pedras,
Meu bumbo também, sendo pedra,
Sincopa o inritmável,
Mavioso engano dos bois.
Ofensa minha, honra tua,
Leia apenas se não tiver nada melhor,
Não se ofenda com minhas verdades,
Elas são apenas minhas,
Amarguei que nem café,
Por saber que sou pó.
E à ele voltarei, cheirando apenas cangotes,
Regionalismo que me sobra,
Universalidade que me volta em dó,
Menor.
Para Nitx.
Caligrafo, talvez, pelo tédio,
Mitigando o vazio,
Dançando no escuro,
Pois toda luz é difusa
E eu sou trevas, denso.
As sombras abraçam meus membros,
Aliterando o inaliterável,
Frustração dos escribas abortados,
Pois o eco dos outros é um espelho falso.
Mas danço e escrevo,
Teimando em irradiar beleza,
Poesias que desvanecem ao toque, efêmeras,
Leitura solta dos bestas.
Baixio das inconformidades,
Às vezes eu espremo as pedras,
Meu bumbo também, sendo pedra,
Sincopa o inritmável,
Mavioso engano dos bois.
Ofensa minha, honra tua,
Leia apenas se não tiver nada melhor,
Não se ofenda com minhas verdades,
Elas são apenas minhas,
Amarguei que nem café,
Por saber que sou pó.
E à ele voltarei, cheirando apenas cangotes,
Regionalismo que me sobra,
Universalidade que me volta em dó,
Menor.
Para Nitx.
Pain and Glow
Pain and Glow
May it be
We´ll dance in May,
When the white flowers bloom,
Crossing fields of sugar cane.
The time might pass,
And we stay gloom,
But I still glance at the past,
Searching mistakes too.
Wicked soul of my,
Feat not to become foul,
Valet of my ever fantasy,
Blue eyes that curse my soul.
I get lost in the melody
Which my heart sings so,
As salts come by the axis,
Fluids drift in the vine flow.
Blood of me run through your veins,
For I said right the words,
Ancient power of forgotten ages,
Pool of souls we dive, gaze,
I stain your purity
With my underdark soul.
My desire burns as a green flame,
Curruption that spreads, Oh,
When I silent call your name,
I become pain and glow.
May it be
We´ll dance in May,
When the white flowers bloom,
Crossing fields of sugar cane.
The time might pass,
And we stay gloom,
But I still glance at the past,
Searching mistakes too.
Wicked soul of my,
Feat not to become foul,
Valet of my ever fantasy,
Blue eyes that curse my soul.
I get lost in the melody
Which my heart sings so,
As salts come by the axis,
Fluids drift in the vine flow.
Blood of me run through your veins,
For I said right the words,
Ancient power of forgotten ages,
Pool of souls we dive, gaze,
I stain your purity
With my underdark soul.
My desire burns as a green flame,
Curruption that spreads, Oh,
When I silent call your name,
I become pain and glow.
Falésias
Falésias
Tantas manhãs que eu acordo,
E não consigo esquecer teu rosto,
Teu cheiro que ficou em mim,
E não me esqueço do teu gosto.
Mil falésias que compõem teu corpo,
Sorvendo tua pele como se fosse leite,
Teus olhos mar de jade,
Mar de corais de enxofre.
Tua distância me miasma,
Teu desprezo me consome,
Se meu afeto te amarga
O teu abraço me some.
Verto teu sangue no meu papel,
Doce retribuição insólita,
Mas errei de veia, sangrando o meu,
Morrendo um pouco na volta.
E te eternizo, amado,
Do lume ao breu,
Amo inclusive teu silêncio,
Vazio, indiscreto, seco,
Carnavalizando meu arcaico platonismo.
Tantas manhãs que eu acordo,
E não consigo esquecer teu rosto,
Teu cheiro que ficou em mim,
E não me esqueço do teu gosto.
Mil falésias que compõem teu corpo,
Sorvendo tua pele como se fosse leite,
Teus olhos mar de jade,
Mar de corais de enxofre.
Tua distância me miasma,
Teu desprezo me consome,
Se meu afeto te amarga
O teu abraço me some.
Verto teu sangue no meu papel,
Doce retribuição insólita,
Mas errei de veia, sangrando o meu,
Morrendo um pouco na volta.
E te eternizo, amado,
Do lume ao breu,
Amo inclusive teu silêncio,
Vazio, indiscreto, seco,
Carnavalizando meu arcaico platonismo.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
"Somos apenas poemas escritos na areia"
Written on the sand,
We dance by the wind,
The sea breeze blows,
Scattering air dreams.
Poems, songs and rhymes,
Flowing through a vast blue sky,
Shining colors at the clouds,
Coming from invisible dry mouths.
We just came to say,
Nobody knows what, how,
We speak and fade away,
Semantics go as vows.
As sounds we born,
Echos of someone´s heart,
A Mother whom not exists,
As you can´t sow salt.
Life doesn´t come from blank,
Blood runs from veins.
Sand doesn´t allow to live,
But we insist to sprout in vain.
Written on the sand,
We dance by the wind,
The sea breeze blows,
Scattering air dreams.
Poems, songs and rhymes,
Flowing through a vast blue sky,
Shining colors at the clouds,
Coming from invisible dry mouths.
We just came to say,
Nobody knows what, how,
We speak and fade away,
Semantics go as vows.
As sounds we born,
Echos of someone´s heart,
A Mother whom not exists,
As you can´t sow salt.
Life doesn´t come from blank,
Blood runs from veins.
Sand doesn´t allow to live,
But we insist to sprout in vain.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
O Rosário
Eu tentava merecer ser amado,
Que tanto espero, e canto,
Me tornando justo, e digno,
Acreditava na metajustiça em todo canto,
Por ser feliz, por sofrer, para esperar,
Eu canto.
A virtude pelo sublime amor,
Eu negociava com a metafísica.
Até que joguei ao Tibre,
O rosário de contas pesado e maternal,
E todos os seus ecos enfim,
E entendi que Deus não me odeia tanto,
E minha solidão não lhe interessa,
Pois Ele esta muito ocupado,
Limitando o plano de sua existência
Na esquizofrenia coletiva concreta.
Um raio que não sabiam explicar,
Então só poderia ser divino,
Veritas est in vinu.
E quando eu me permiti enfim ser cruel,
Expressar os reais desdobramentos da minha natureza,
Foi quando eu mais fui amado.
Pois os inocentes anseiam a dor, surpresa
E eu sempre namorei a inocência,
Pois a corrupção se deita com a virtude,
E as trevas violam a luz, negra
E a verdade repousa nas sombras,
Enquanto a luz cega, como a fé, morta,
E a escuridão liberta, e desembaraça os sentidos.
Flores umbrófilas que se agarram,
Ao véu negro e íntimo que me abraça,
Não se ama em profundidade em plena luz do dia, aos gritos,
Ama-se no breu, no silêncio absoluto,
Na dúvida e no sangue,
E não na dor e na penitência,
Ama-se por temer,
Mas ainda assim abraçar o desconhecido,
Na luxúria do medo do fim,
Cama de mistérios insolúveis.
domingo, 31 de março de 2013
Haikiri Nostálgico

Nostalgia. A nostalgia que sinto é absoluta e toca todos os cômodos. Saudades até tenho, de pessoas, lugares. De alguém. Mas agora eu estou sentindo uma nostalgia plena de um jogo. Um jogo de playstation I. Não lembrava de seu nome. Me veem imagens de samurais, à noite, lâminas, nenhuma barra life, apenas uma espada na hora certa, e a morte ainda mais certa. Se o golpe pegasse no braço, ele só iria usar o outro, nas pernas, ele lutaria ajoelhado, se arrastando. Um golpe na cabeça, ou no coração, fatal.
A morte era insistente, e até convidativa. Era fácil, indolor, e bela. Morria-se como quem respira.
A dialética letal era tensa, e lânguida. As espadas, e seu poder destrutivo, penetrante, invasivo, sensual.
Cortavam a carne, geravam ruídos, gemidos, dor, e claro, prazer. Meu prazer.
Flores de cerejeira, neve, ou florestas de bambu. Um rio.
Uma criança de 10 anos não entende aquilo. Apenas faz o que gosta, e segue seu prazer inconsciente e quase inocente.
Eu agora, jogando de novo com olhos maduros, pude entender o quê fazia com que minha memória retornasse sempre àquelas vagas memórias enevoadas.
Games estão presentes na minha vida desde os 4 anos de idade. Inúmeros, e me lembro de todos eles.
Mas nenhum me perturbava tanto à noite quando Bushido Blade II. Mexia com minha memória, meu tesão, meu senso estético.
Uma cena em particular, me travou a psiquê.
Depois do último chefe, um shogun poderosíssimo, havia alguém num quarto escondido no castelo.
Alguém de branco. Uma mulher, provavelmente.
Meu objetivo era matá-la. Posicionada, ajoelhada, humilhada, resignada, ela se encontrava para ser morta.
Eu era o carrasco. Aos 8, eu não sabia o que estava acontecendo, e sem entender o que estava acontecendo, a matei.
Fiquei horrorizado. Como eu poderia matar uma mulher indefesa? Que objetivo era esse?
Essa cena me assombrou de uma forma excitante e sombria por muito tempo.
Se misturava com outras cenas de Harakiri, onde você apertava Select e o inimigo lhe matava, de forma cerimonial.
Um cordeiro hebreu pra ser sacrificado.
Hoje, eu joguei de novo, cheguei nessa cena, e tentei me sacrificar também, para ela, me ajoelhar do lado da senhora do castelo, e ser morto com ela, ou tentar ser complacente, pois essa tinha sido uma possibilidade que a minha infância teria imaginado, mas não realizado, gerando frustração e remorso, de um ato hipotético e irreal, mas mesmo assim, extremamente poderoso pra mim.
Não pude me ajoelhar. Nenhum guerreiro vassalo chegou para defendê-la e me executar. Ela estava ajoelhada, esperando, e eu não conseguia me ajoelhar. A única coisa que eu encontrava era o tempo, o cordeiro, o carrasco, e a iminência do sangue, e seu cheiro metálico no metal.
Nada pude fazer, a não ser matá-la.
Me aliviei de não ter tido feito a escolha errada 12 anos atrás. Ou pior, não saber todas as possibilidades.
Me conformei com a morte.
Vi o sexo em sua contraposição e justa-posição.
E clareei memórias enevoadas e apetites sombrios de uma mente puramente freudiana e infantil.
Hoje, estou mais leve, mais confesso, e menos culpado.
Mais vivo, ironicamente, por melhor entender a morte.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Matérias Suaves

Matérias Suaves
Eu, sendo Terra,
Me apaixonei pelo fogo,
Me transformei em lava,
Sendo consumido e incendiado,
Rocha magmática.
Depois amei as águas,
E com os séculos,
Fui esfriado por elas.
Moldado e concatenado por seus fluxos,
Até ser vencido pela dor e pelo cansaço.
Adormeci nas marés.
Até que ouvi a brisa, e me apaixonei pelo vento,
Sendo este celeste, sem cor e suave,
E eu, terreno, cheio de matizes, e cru.
Ele fez renascer com seu toque suave,
E me trouxe a vida, e a luz.
Brotei, cantei, e depois decaí.
Morri, enfim, em seus braços que não me tocavam,
Amando, sempre, matérias mais suaves do que eu.
Blue Butterfly

Blue Butterfly
Blue Butterfly,
Don´t fly away from me,
Oh, blue butterfly,
Don´t let me be alone,
Oh, blue butterfly,
Just fly across my soul,
Oh blue butterfly,
All I can see is blue.
Oh, blue butterfly,
I´m blind in love with you,
All l can see is you,
All I can dream is you,
All I can love is you,
All I can long is for you.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Ange de la Nuit
J´ai vu en rouge,
Le garçon,
Pratiquement le noir,
Le sang et le soir,
S´evanouit ma froid.
J´adore son yeux,
Brise de la forestière,
Atteindre mon air,
Comme la respiration,
De la vie elle-même.
Ange de la nuit,
Me reveille de beaux réves,
Avec des vent nordiques,
Je regarde plus vues belles.
Vous.
Venez comme haleine chaude,
Dégivrer mon coeur,
Scellé par de la glace ancienne,
Je suis à toi, mon frére.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Profecia
Profecia (Escute isso enquanto lê)
Vi países vermelhos,
Instalados no extremo Sul,
Retalhos de soberania,
Disputados numa geleira.
Vi o calor de outros mundos,
Dissipar gelos vários,
Vi terremotos titânicos,
Deslocarem continentes inteiros.
Vi rostos insulares,
Combatendo na Sibéria,
E cortinas incendiárias,
De fogo, sal e nada.
Vi mercados transparentes,
E praças congeladas,
torres de ouro e bronze,
Afundadas sob o azul das águas.
Vi tantas orquídeas anis,
Ao pé de tantas colinas,
Ladrilhos cerúleos, alvos,
De pés pequenos e calmos.
Vi pássaros de enxofre,
Borboletas radioativas,
Peixe de ferro e prata,
Plantações contaminadas.
Eu tive um sonho apocalíptico, de um futuro diferente. Foram sonhos em noites diferentes, mas sempre tratando da mesma coisa. Vi mercados com torres desmontadas de ouro e bronze, que refletiam o sol para aquecer cidades congeladas na Antártida. Vi ali pessoas com fenótipos mongóis. Vi uma garotinha loira de olhos azuis numa cidade chinesa, com colinas com flores azuis, e construções com madeiras vermelhas e dragões. Vi o fogo e a destruição, vi a morte, e vi continentes que não existiam.
Caatinga Vermelha
Caatinga Vermelha
Galopada no mato,
Couro encouraçado,
Corte e cicatriz,
Arame farpado de espinhos,
Vermelho sangue,
Caatinga branca.
Rosas.
Viver é pastorear,
É ser vaqueiro de seus sonhos,
Couraça de vontades,
Sangue de fracassos,
Espinho é espinho,
Vem antes das pétalas.
E tudo é meio morto,
Água é exceção,
E quando vem afoga,
E o boi bebe lama,
Bebe até se beber enterrado.
E é pedra, areia e poeira,
Redemoinho imaginação,
A madeira vira cruz,
E o doce se destila,
Inchando, enebriando, matando.
Aos poucos, feito a vida.
A única coisa que vive mesmo é o espinho,
Do alvo ao escarlate,
Roubando o sangue na disparada do vaqueiro.
Water Mirror Glass
Water Mirror Glass
Reflex that shows time,
The tomorrow, and ago,
Galadriel´s eyes see,
With no strings though.
Shrouded by mists she walks,
With life force in her eyes,
As she glances a willow tree,
It becomes bloom, in flowers.
She sees what her heart wants,
The desire blazes at her sight,
The white silk moves,
As the golden thread brights.
The light dances in the water glass,
Piercing through time and space,
She love with such grace,
Above, beneath, as fire.
Namärie, Lörien,
Gold and Silver Trees,
Sweet and dying song,
That perish every ear.
White boats, "East Sea",
A quest through life,
As immortal souls fear not to be,
To become grass, wind, fire.
Water that flows through everything,
Working for the Elves´Queen´s eye,
The Sire of the one crystal ring,
No more than love desire.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Florence & The Machine
Voltando a escrever ^^. Talvez por ter quem leia agora, rs. Sempre fui assim, só falava se alguém realmente me escutasse, nem que fossem as paredes. Elas às vezes escutam melhor do que pessoas, e ainda emitem uma opinião em consoante com o que escutaram, seja em forma de eco ou acústica.
Enfim. Eu nunca gostei muito do formato "Banda". Sempre preferi intérpretes. Por isso minha ligação maternal com a MPB. Gal, Bethânia, Chico. Infinitos outros. Mas meu amor à língua bárbara inglesa, graças às suas doces invasões, me levou a amar outras músicas, outros poemas, outras histórias.
Porque eu não gosto de bandas... Porq as bandas em si, a história da música se divide, não pertence exclusivamente ao cantor. Eu sei que pode parecer ridículo, mas acho fake. O cantor não tem liberdade de definir seu repertório. A banda o escolhe. Há backvocals consistentes, vozes próprias, mas não como dueto, e sim como grupo. Um dueto pode ser uma conversa, um desafio. Um grupo que canta, e performa algo, parece um bando de amiguinhos cantando musiquinhas felizes ou pseudo-existenciais. Não me apetece. Me soa falso.
Sei que é tudo ou quase tudo interpretação, e falso em algum momento. Mas não consigo deixar de sentir a verdade quando Bethânia canta algo. Dai vem a emoção, a cartase. A identificação. O prazer. A dor também.
Florence e Beirut são duas bandas que me agradam. Seus cantores são intérpretes magníficos que superam o formato banda. São versáteis. São cantores excepcionais que me passam emoção, me passam acontecimento, cores e sensações pela música. Outras bandas boas, mas que não me identifico, apenas mecanizam a música.
Maroon 5 no Rock in Rio me arrepiou. She´ll be loved foi de uma grandiosidade tal... Nem curto tanto as músicas, mas naquele momento houve verdade. Houve paixão. Houve beleza.
Muitas coisas andam acontecendo ultimamente... Permiti meu blog ficar mais pessoal. Perdi a pseudo anonimidade. Perdi o pudor da impessoalidade também. Ficou muito tempo como poesia pura, e poucos textos pessoais e desabafos.
Me ensinaram também a ouvir e entender música instrumental. Nunca tinha tido paciência, como se fossem músicas belas, mas murmuradas em húngaro. Fui surpreendido pela retórica de uma pianista. Eu disse que música pra mim eram as vestes de uma poesia, e não conseguia entender o fascínio pela instrumental, apesar de bela.
Ela me disse que as músicas sem letra constroem emoções e sentimentos originais em cada um, permitindo o exercício criativo, e "filmes" em nossas mentes. Se houver imersão é isso o que ocorre. E pela primeira vez eu fiquei emocionado com uma música sem letras, sem poemas, mas com MUITA poesia. E vi que podia existir beleza apenas no vestido.
Philip Glass The Hours
As poesias talvez cheguem de novo. Questão de tempo, e de fluidos superiores.
Voltando a escrever ^^. Talvez por ter quem leia agora, rs. Sempre fui assim, só falava se alguém realmente me escutasse, nem que fossem as paredes. Elas às vezes escutam melhor do que pessoas, e ainda emitem uma opinião em consoante com o que escutaram, seja em forma de eco ou acústica.
Enfim. Eu nunca gostei muito do formato "Banda". Sempre preferi intérpretes. Por isso minha ligação maternal com a MPB. Gal, Bethânia, Chico. Infinitos outros. Mas meu amor à língua bárbara inglesa, graças às suas doces invasões, me levou a amar outras músicas, outros poemas, outras histórias.
Porque eu não gosto de bandas... Porq as bandas em si, a história da música se divide, não pertence exclusivamente ao cantor. Eu sei que pode parecer ridículo, mas acho fake. O cantor não tem liberdade de definir seu repertório. A banda o escolhe. Há backvocals consistentes, vozes próprias, mas não como dueto, e sim como grupo. Um dueto pode ser uma conversa, um desafio. Um grupo que canta, e performa algo, parece um bando de amiguinhos cantando musiquinhas felizes ou pseudo-existenciais. Não me apetece. Me soa falso.
Sei que é tudo ou quase tudo interpretação, e falso em algum momento. Mas não consigo deixar de sentir a verdade quando Bethânia canta algo. Dai vem a emoção, a cartase. A identificação. O prazer. A dor também.
Florence e Beirut são duas bandas que me agradam. Seus cantores são intérpretes magníficos que superam o formato banda. São versáteis. São cantores excepcionais que me passam emoção, me passam acontecimento, cores e sensações pela música. Outras bandas boas, mas que não me identifico, apenas mecanizam a música.
Maroon 5 no Rock in Rio me arrepiou. She´ll be loved foi de uma grandiosidade tal... Nem curto tanto as músicas, mas naquele momento houve verdade. Houve paixão. Houve beleza.
Muitas coisas andam acontecendo ultimamente... Permiti meu blog ficar mais pessoal. Perdi a pseudo anonimidade. Perdi o pudor da impessoalidade também. Ficou muito tempo como poesia pura, e poucos textos pessoais e desabafos.
Me ensinaram também a ouvir e entender música instrumental. Nunca tinha tido paciência, como se fossem músicas belas, mas murmuradas em húngaro. Fui surpreendido pela retórica de uma pianista. Eu disse que música pra mim eram as vestes de uma poesia, e não conseguia entender o fascínio pela instrumental, apesar de bela.
Ela me disse que as músicas sem letra constroem emoções e sentimentos originais em cada um, permitindo o exercício criativo, e "filmes" em nossas mentes. Se houver imersão é isso o que ocorre. E pela primeira vez eu fiquei emocionado com uma música sem letras, sem poemas, mas com MUITA poesia. E vi que podia existir beleza apenas no vestido.
Philip Glass The Hours
As poesias talvez cheguem de novo. Questão de tempo, e de fluidos superiores.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Calor e fluxo.
- Só vejo pontes, e não água.
- Onde há pontes, há água. Ou um abismo. Mas aqui ainda dá pra ver a terra molhada. Dá pra ver também os vestígios de uma vida rica, da fertilidade, da criatividade, e da lapidação que esta terra sofreu com o passar do tempo com o fluxo das águas que por aqui passaram. Águas castanhas, ou cristalinas, azuis. Não dá pra saber. Me diga o que você acha.
- Eu acho que se fossem azuis, essa ponte seria belíssima. Mas se fosse barrenta, os campos seriam mais férteis.
- É uma contradição comum entre a beleza e o trabalho. Mas há trabalho na beleza, e há beleza no trabalho. Muita beleza, inclusive. O que o seu coração mais anseia, meu jovem?
- Continuar batendo. Brincadeira. Hum, meus desejos... Eu gostaria de amar, e me sentir amado. Eu gostaria de ser belo como ás águas azuis. Mas sei que sou um rio barrento. Queria que alguém me amasse pela minha beleza, pelo que eu sou, e não pelos meus trabalhos, e pelo que faço.
- E por que esse desejo vão?
- Não sei. Talvez porque eu seja raso como o fio de água que escorre por aqui no verão.
- Talvez você seja profundo, e da ponte dê pra sentir o frescor que emana de você no inverno. Só basta você escolher se será terra rachada de verão, ou água abundante de inverno.
- Acho que todos escolheriam ser inverno, se pudessem.
- E o que os impede?
- O egoísmo de não dividir suas brisas.
- E depois dizem por ai que eu sou sábio. Tenho poucas coisas pra te ensinar agora, Gani. Você deve ver o mundo com seus próprios olhos agora.
- Para onde devo ir?
- Você sente frio ou sente calor?
- Sinto calor, mas o que isso tem a ver com meu destino?
- A natureza conspira para equalizar tudo, a matéria, a energia... O calor caminha naturalmente para os lugares frios, e assim as coisas funcionam. O Sol nos aquece, e assim nossa terra tem vida. É uma lei. Os antigos sabiam disso com muito mais clareza do que o nosso povo hoje sabe. Eles se esquecem. O erro, o pecado, está em juntar as coisas para si, estancar e impedir o fluxo natural das coisas. A morte, a dor, a tristeza também fazem parte do fluxo, assim como a vida, o prazer e a alegria mais sublime. Se você está com calor, precisa caminhar para lugares mais aprazíveis, e quem sabe um dia desfrutar do inerte.
- Você está falando que não devemos nos agasalhar?
- Pare de achar brechas retóricas nas minhas palavras. Você entendeu o que eu te falei, meu jovem. A capacidade humana de mudar o natural não é o pecado, o erro. Esse é nosso triunfo, é nossa alegria, nossa glória. Com nosso pensamento, podemos moldar nossa ação para transformar o que nos cerca. E se todo homem tivesse consciência disso, e conhecesse as leis do mundo e tivesse um direcionamento para suas ações, até os passarinhos seriam mais felizes. Seríamos capazes de transformar até a vida das lagartixas. Elas, que ao nos verem, correm, soltam a cauda, e têm este momento como o único que o sangue ferve, de medo. Pois nossos antepassados as comiam. Até hoje alguns ainda comem. Mas nossa capacidade de mudar as coisas até para elas poderia servir, se soubessemos mais do mundo, e tivessemos intuitos superiores.
- Eu não sinto vontade de melhorar a vida das lagartixas, nem gosto muito delas, inclusive. Tem olhos diferentes. Você sente amor nos olhos de um cachorro. De um réptil você não sente nada.
- O mais sábio dos homens aprende a amar até as pedras. Isso vem com o tempo. Mas é tolice pensar que se ganhe algo com isso, num suposto julgamento celestial metafísico. Se eu pegar a pedra que alguém ama, e joga-la com violência e partir a cabeça da lagartixa, e quebrar a pedra jutno, nada vai me acontecer. A lagartixa apenas morreu, e servirá de matéria para outros seres. Não serei julgado pela minhas ações contra a natureza. O julgamento reside no homem e na sociedade. A ideia de justiça também. O ato de matar a lagartixa não me torna mau, ou me envenena. Eu já estou envenenado, e já sou mau. O assassínio foi apenas o sintoma de algo que está podre em mim. A virtude e o vício se fecham em mim, na minha alma. Não numa vigilância celeste.
- Então o senhor não acredita em Justiça Divina?
- Acredito em exus e elementais, mas não em Justiça Divina. Afinal, minhas pitangas vivem sumindo da cesta, e eu nunca vi alguém viver uma vida absolutamente justa. Nenhuma pós-vida absolutamente justa, também. Só acredito no que vejo, no que sinto, e no que me diz algo. O que mais diz algo é o que menos fala também. Os maiores segredos residem nas menores nuances.
- O senhor também estava falando em frio, calor, para onde eu deveria ir...
- Sim, me desculpe. Perdoe este velho que divaga sobre as ex-águas. Você sente o quê mesmo?
- Calor. Está muito quente.
- Então você deve ir para um lugar frio, onde o seu calor se espalhe.
- E onde é frio?
- Certamente não nesta nossa terra. Além do mar. De onde eu vim é muito quente também, mas lá você não encontraria o que procura ainda. Quando começares a sentir frio, ai sim, talvez você deva passa nas Ilhas de veraneio.
- Pela lógica do senhor, se no mesmo dia eu sentir muito calor, e muito frio, eu deveria fazer o que? Nenhum lugar me seguraria por muito tempo, levado apenas pelo meu conforto físico.
- Que ingenuidade, você ainda pensa que o calor que habita em você é físico, é corporal, que vem dessa terra rachada. O fogo que vem de você e que precisa se espalhar por outras terras é outro, meu filho. É um fogo que a muito tempo eu não via, e que me traz lágrimas nos olhos por conseguir ver de novo nesta minha seca vida.
Mais um possível romance. Sempre maturando o projeto.
Hereby
Tomorrow, thou shall defeat your self-dragon, noble warrior. I hereby bless you, through our soul, your winsdow, and my love, to deliver yourself the greatest and most shining future of all.
With love, to Florence.
Your dearest Petrus.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Mainstream Hell
Mainstream Hell
I walk as the beauty comes,
And I search for words, draws, paintings, sculptures,
Simetry, numbers, tones and haus.
I´m looking for the rose.
And roses, even the most beautiful
Are common, ordinary,
Try to picture those whites and whithered flowers,
They dare to bloom in the way, sidewalk,
They´re almost human.
As I walk my feets tremble,
My rotting and hideous hoofs,
Assimetric pace, such daze,
Staring narcises, glaring clouds!
But somehow so confident,
Delivered to my doom, by any fate,
Blessed by the mirror, lack of youth,
But hungry of it.
A crowded bus pass through me,
They do not understand my speech,
It´s filled with too much joy and pleasure,
And fear alone is what they know,
My tongue it´s too wide,
Too Wilde,
Too bad it´s not wild enough,
Althought it´s ravenous,
As it remains angelical and serene,
Because hell it´s too mainstream.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Caleidoscópio
Minhas palavras, as vezes ocas,
Desenham no ar, lacônicas,
Idéias, sonhos e fantasias.
Espalhados pela névoa fria,
Meus fluidos incolores,
Reescrevem em certas cores,
O Caleidoscópio que te vivia.
Quiçá elas fossem mais fortes,
O suficiente para te trazerem aqui,
Reescrevendo a história e o destino,
Apagando dores, lágrimas e desatino,
A cada traço sintético que escrevi.
Quiçá elas te traduzissem meu desejo,
Para talvez teu pensamento se tornar meu,
A ferro, fogo e tempestade,
Transcrito em mero acaso,
De sonhar te vendo majestade,
Sendo teu reino um completo breu.
Queria eu rimas mais ricas,
Pedaço simétrico da metade,
Para fazer-te sonhar minhas músicas,
Dançar somente pela vontade,
Reflexo de uma praia no escuro,
Ironia complexa, crueldade,
O momento que eu vi, impuro, teu sorriso,
Restando-me somente o entalhe,
Do que um dia não foi,
Nem terá sido,
Teu,
Nem meu,
Saudade.
Desenham no ar, lacônicas,
Idéias, sonhos e fantasias.
Espalhados pela névoa fria,
Meus fluidos incolores,
Reescrevem em certas cores,
O Caleidoscópio que te vivia.
Quiçá elas fossem mais fortes,
O suficiente para te trazerem aqui,
Reescrevendo a história e o destino,
Apagando dores, lágrimas e desatino,
A cada traço sintético que escrevi.
Quiçá elas te traduzissem meu desejo,
Para talvez teu pensamento se tornar meu,
A ferro, fogo e tempestade,
Transcrito em mero acaso,
De sonhar te vendo majestade,
Sendo teu reino um completo breu.
Queria eu rimas mais ricas,
Pedaço simétrico da metade,
Para fazer-te sonhar minhas músicas,
Dançar somente pela vontade,
Reflexo de uma praia no escuro,
Ironia complexa, crueldade,
O momento que eu vi, impuro, teu sorriso,
Restando-me somente o entalhe,
Do que um dia não foi,
Nem terá sido,
Teu,
Nem meu,
Saudade.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Outra coisa importantíssima: Vcs sabem como a Unicef recolhe esses dados? O GOVERNO Cubano envia para a organização. (Fonte - Veja, alguma edição ai. Me poupe se vier com esquerdismos editoriais)
Você acha mesmo que Fidel e Cia deixariam um grupo de pesquisa entrar em Cuba, fazer o trabalho deles e anunciar para o mundo o grande fracasso que é o regime comunista na ilha?
O país nem imprensa nacional possui, existe apenas uma panfletaria ideológica falida.
Estudos nutricionais clandestinos foram feitos, e compararam a alimentação providenciada hoje pelo governo com a alimentação dos escravos na época colonial de lá. E na época dos escravos, um prato padrão possuía mais carne do que hoje. ComoassimBial?!?
Outra coisa: a famosa medicina cubana... Esqueçam isso. Foi no tempo que a URSS injetava dinheiro fervendo na bolsa cubana. Como alguém pode ter um sistema de saúde bom se o povo se alimenta pior do que escravos em outros tempos? Cuidar de gente gasta dinheiro, e muito.
E se mesmo assim vocês não acreditarem e nada disso, é só olhar as fotos dos carros que trafegam nas ruas. É proibido qualquer carro fabricado depois da década de 50 circular pelas ruas. Ahn?!? Como assim?!!? Qual é a lógica disso? Não comprar carro norte-americano? Puff. Melhor deixar toda a cidade se mexendo mais devagar que uma tartaruga e morrendo engasgada com o monóxido de carbono dos motores a combustão.
Vocês sabem quem lá está por cima da carne seca além dos burocratas? Os garçons e camareiras de hotéis para estrangeiros, porque uma gorjetinha possibilita essas pessoas entrarem no terrível mercado negro nos subterraneos da cidade para comprar um horrível... Shampoo. Comprar... um... shampoo. Eles não tem direito de escolher qual shampoo vão usar. SÓ ISSO.
Se bem que os carros são uma ótima solução pra tudo isso, uma ideia genial. Ninguém mesmo vai querer andar depressa pra canto nenhum, porque não terá peças de teatro, filmes, apresentações, trabalhos, conversas francas nas ruas, ir pra outros países, ganhar dinheiro... viver. É muito mais fácil morrer aos poucos com o gás que sai do escapamento das latas velhas nas ruas.
E simmmmm, vocês não viram não? A nova abertura comercial da ilha, liderada por Raul Castro? Talvez até os Fidéis da vida começaram a ficar sem dinheiro. Porque o povo aos poucos morrer de fome não é o suficiente ainda para abrir o regime.
Então... assim... não sei vocês. Mas o comunismo pra mim fede. Em todos os aspectos. A igualdade é inatingível, porque o ser humano não é igual (Aristóteles). O que a humanidade precisa não é de igualdade, é de dignidade, e um regime que trata as pessoas como porcos sem opinião nem vontade não oferece dignidade para ninguém.
Você acha mesmo que Fidel e Cia deixariam um grupo de pesquisa entrar em Cuba, fazer o trabalho deles e anunciar para o mundo o grande fracasso que é o regime comunista na ilha?
O país nem imprensa nacional possui, existe apenas uma panfletaria ideológica falida.
Estudos nutricionais clandestinos foram feitos, e compararam a alimentação providenciada hoje pelo governo com a alimentação dos escravos na época colonial de lá. E na época dos escravos, um prato padrão possuía mais carne do que hoje. ComoassimBial?!?
Outra coisa: a famosa medicina cubana... Esqueçam isso. Foi no tempo que a URSS injetava dinheiro fervendo na bolsa cubana. Como alguém pode ter um sistema de saúde bom se o povo se alimenta pior do que escravos em outros tempos? Cuidar de gente gasta dinheiro, e muito.
E se mesmo assim vocês não acreditarem e nada disso, é só olhar as fotos dos carros que trafegam nas ruas. É proibido qualquer carro fabricado depois da década de 50 circular pelas ruas. Ahn?!? Como assim?!!? Qual é a lógica disso? Não comprar carro norte-americano? Puff. Melhor deixar toda a cidade se mexendo mais devagar que uma tartaruga e morrendo engasgada com o monóxido de carbono dos motores a combustão.
Vocês sabem quem lá está por cima da carne seca além dos burocratas? Os garçons e camareiras de hotéis para estrangeiros, porque uma gorjetinha possibilita essas pessoas entrarem no terrível mercado negro nos subterraneos da cidade para comprar um horrível... Shampoo. Comprar... um... shampoo. Eles não tem direito de escolher qual shampoo vão usar. SÓ ISSO.
Se bem que os carros são uma ótima solução pra tudo isso, uma ideia genial. Ninguém mesmo vai querer andar depressa pra canto nenhum, porque não terá peças de teatro, filmes, apresentações, trabalhos, conversas francas nas ruas, ir pra outros países, ganhar dinheiro... viver. É muito mais fácil morrer aos poucos com o gás que sai do escapamento das latas velhas nas ruas.
E simmmmm, vocês não viram não? A nova abertura comercial da ilha, liderada por Raul Castro? Talvez até os Fidéis da vida começaram a ficar sem dinheiro. Porque o povo aos poucos morrer de fome não é o suficiente ainda para abrir o regime.
Então... assim... não sei vocês. Mas o comunismo pra mim fede. Em todos os aspectos. A igualdade é inatingível, porque o ser humano não é igual (Aristóteles). O que a humanidade precisa não é de igualdade, é de dignidade, e um regime que trata as pessoas como porcos sem opinião nem vontade não oferece dignidade para ninguém.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Conversas
Um homem chega numa mulher:
- Sim?
- Não.
- Não... Sim, sim?
- Não, não. Não.
- Sim... Sim. Sim: sim. Não? Puff, Sim.
- Não... Sim? Sim?!? Não! Não... Não? Sim?
- Sim...
- Sim... Sim?
- Sim.
- Sim...? Sim, sim. Sim?
- Sim!
- Sim. Sim!
Uma mulher chega numa mulher:
- Não?
- Não.
Um homem chega num homem:
- Sim?
- Sim.
- Sim?
- Não.
- Não... Sim, sim?
- Não, não. Não.
- Sim... Sim. Sim: sim. Não? Puff, Sim.
- Não... Sim? Sim?!? Não! Não... Não? Sim?
- Sim...
- Sim... Sim?
- Sim.
- Sim...? Sim, sim. Sim?
- Sim!
- Sim. Sim!
Uma mulher chega numa mulher:
- Não?
- Não.
Um homem chega num homem:
- Sim?
- Sim.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
"Feliz é aquele que conhece o perfume do que perdeu"
Ditado Árabe Sufi
E eu descobri que você não tem cheiro.
Pra minha memória, o teu perfume é o perfume do mar.
E eu descobri que nunca vou sentir saudades do mar, porque ele está sempre em mim.
E a flor que não tem cheiro,
Não é flor,
É floração.
Coisa de estação, sem nome nem cor.
É belo somente por não-ser,
E se despetala entre os dedos.
Ditado Árabe Sufi
E eu descobri que você não tem cheiro.
Pra minha memória, o teu perfume é o perfume do mar.
E eu descobri que nunca vou sentir saudades do mar, porque ele está sempre em mim.
E a flor que não tem cheiro,
Não é flor,
É floração.
Coisa de estação, sem nome nem cor.
É belo somente por não-ser,
E se despetala entre os dedos.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ying Yang
A atração é como uma música vaga, que se escuta de longe um trecho daquela melodia tão extasiante, mas que não se reconhece a cor, nem a poesia, só se reconhece aquela luz ao longe, que te chama mais pelo mistério do que por outra coisa, a beleza do vapóreo, do etéreo, do desconhecido. Uma melodia nova, desconhecida, tem mais força do que a profundeza de uma canção integralmente por nós conhecida.
Por isso a luz daqueles olhos, aquela luz que a gente nunca compreende, e ao mesmo tempo é tão longínqua que quase desaparece, por isso aquela luz que nos rapta nos seduz tanto. Aquela luz, que pela teimosia de não desaparecer nos cativa e nos condena.
E a vontade de mergulhar na luz daqueles olhos, só por não entende-la, bela e misteriosa. A vontade é tão grande que rasga o peito, e dele também se vê uma luz. Mas ai é de outro tipo, é a luz da força, geradora, luz motora da vida que rasga a morte a solidão, e se espalha com força no ar, e atinge a luz que estava longe, vapórera. E essa luz, por ser vida, calor e e verdade, assusta a outra, que é fantasma, frio e ilusão.
E assim a luz persegue a sombra em trajetos circulares, pois o universo é circular. Uma corre sem fim atrás da outra. Os opostos quase se atraem. É a necessidade do equilíbrio de tudo o que há na Natureza. Mas a vida, para ser vida, precisa que elas nunca se encontrem. E o desencontro das duas luzes é o que gera tudo. É daí que nasce a música. É daí que nasce a dor. É assim que nasce a vida. E a morte.
Por isso a luz daqueles olhos, aquela luz que a gente nunca compreende, e ao mesmo tempo é tão longínqua que quase desaparece, por isso aquela luz que nos rapta nos seduz tanto. Aquela luz, que pela teimosia de não desaparecer nos cativa e nos condena.
E a vontade de mergulhar na luz daqueles olhos, só por não entende-la, bela e misteriosa. A vontade é tão grande que rasga o peito, e dele também se vê uma luz. Mas ai é de outro tipo, é a luz da força, geradora, luz motora da vida que rasga a morte a solidão, e se espalha com força no ar, e atinge a luz que estava longe, vapórera. E essa luz, por ser vida, calor e e verdade, assusta a outra, que é fantasma, frio e ilusão.
E assim a luz persegue a sombra em trajetos circulares, pois o universo é circular. Uma corre sem fim atrás da outra. Os opostos quase se atraem. É a necessidade do equilíbrio de tudo o que há na Natureza. Mas a vida, para ser vida, precisa que elas nunca se encontrem. E o desencontro das duas luzes é o que gera tudo. É daí que nasce a música. É daí que nasce a dor. É assim que nasce a vida. E a morte.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Palavras de Conveniência
Corvos trocados à noite.
Sinal de morte.
A minha ou a sua?
Asas negras, Palavras negras,
Sinal de sorte.
Palavras engasgadas,
Mas que se contraem no vento frio,
Diante da sabedoria de uma varanda,
E da ousadia de um "boa noite",
Se encolhem perante o que é verdadeiro,
Desengasguei depois de tanto tempo.
Um fantasma a gritar na minha janela,
A sombra de o que um dia foi,
O livro na mão,
O coração não,
Debaixo do pé, pra não fazer barulho.
Tonto.
Gelado nas vísceras,
O que será que tem ainda?
Marcas de tinta,
Nas calçadas de nossas ruas,
Que ao se encontrarem,
Será somente para impor as palavras cruas,
Sem vidas, mornas, e monocórdicas.
Conveniências à parte,
Eu prefiro a morte,
Apesar de não aguentá-la,
Tem quem a suporte.
Você.
Sinal de morte.
A minha ou a sua?
Asas negras, Palavras negras,
Sinal de sorte.
Palavras engasgadas,
Mas que se contraem no vento frio,
Diante da sabedoria de uma varanda,
E da ousadia de um "boa noite",
Se encolhem perante o que é verdadeiro,
Desengasguei depois de tanto tempo.
Um fantasma a gritar na minha janela,
A sombra de o que um dia foi,
O livro na mão,
O coração não,
Debaixo do pé, pra não fazer barulho.
Tonto.
Gelado nas vísceras,
O que será que tem ainda?
Marcas de tinta,
Nas calçadas de nossas ruas,
Que ao se encontrarem,
Será somente para impor as palavras cruas,
Sem vidas, mornas, e monocórdicas.
Conveniências à parte,
Eu prefiro a morte,
Apesar de não aguentá-la,
Tem quem a suporte.
Você.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Belo
Escrevi teu nome no vento,
Lampejo de dor,
Buraco de peito,
Memória afogada no mar,
Pros braços de Iemanjá,
Eu cantei meu lamento.
Afoguei na onda o teu azul,
Dos teus olhos anis,
Aquelas flores mais sutis,
Que de cada pétala que se abria,
Uma pontada eu sentia,
Quando você me olhava de triz.
E então eu te vi de novo, naquele restaurante. E eu soube então que tua cicatriz em mim ia pra sempre ficar. O buraco não iria ser preenchido por outros sentimentos, não existe Someone Like You, e no fundo todos nós sabemos disso, só tentamos nos enganar até onde dá. Eu te vi no restaurante, e meu peito quase bateu mais forte, mas dessa vez não. Dessa vez meu estômago gelou, e eu aprendi a entender o que minhas vísceras querem me dizer. Elas me disseram pra eu correr, correr o mais rápido possível, me afastar de você enquanto dava. Mas eu não podia. Meu fígado dava uma pontada toda vez que eu te olhava, me puxando para não olhar nos teus olhos novamente.
E eu nem precisei falar com você. Meu pulmão agradece, porque senão teria que trabalhar em dobro. Minha boca se travou, e eu olhei de relance. Só. Mas olhei várias vezes de relance, porque meu coração, egoísta, masoquista e misógino como ele me pedia pra te olhar o máximo que conseguisse.
Não importava o quanto eu estava lindo naquele dia, o quanto eu estivesse me sentindo bem. Você sempre seria mais belo. Sempre. E o mar me chamou, e eu saí correndo. Uma calçada a beira-mar faz estragos, enquanto meu corpo todo me puxava pra longe, meu coração ansiava tapar-se com a tua argamassa de ilusões. E enquanto eu soltava piadas frouxas e ridículas, uma luta tremenda ocorria dentro de mim. No fim, consegui até ser engraçado. O interior de ninguém importa realmente numa festa.
No fim, eu consegui ser engraçado. Bem engraçado. Dizem que quanto mais triste o palhaço melhor ele é. Bem, não é verdade. Eu estava feliz, só por respirar o mesmo ar, por te ter como paisagem. E estava também irremediavelmente mortificado por tudo isso ser não mais do que um fantasma. Um falso amor. E no fim da noite, só me sobram os gritos e o cansaço. Talvez isso seja verdade.
E o pior de tudo, é que você Não Vale A Pena.
Simplesmente não vale.
http://www.youtube.com/watch?v=S1LtIULGGDM
Lampejo de dor,
Buraco de peito,
Memória afogada no mar,
Pros braços de Iemanjá,
Eu cantei meu lamento.
Afoguei na onda o teu azul,
Dos teus olhos anis,
Aquelas flores mais sutis,
Que de cada pétala que se abria,
Uma pontada eu sentia,
Quando você me olhava de triz.
E então eu te vi de novo, naquele restaurante. E eu soube então que tua cicatriz em mim ia pra sempre ficar. O buraco não iria ser preenchido por outros sentimentos, não existe Someone Like You, e no fundo todos nós sabemos disso, só tentamos nos enganar até onde dá. Eu te vi no restaurante, e meu peito quase bateu mais forte, mas dessa vez não. Dessa vez meu estômago gelou, e eu aprendi a entender o que minhas vísceras querem me dizer. Elas me disseram pra eu correr, correr o mais rápido possível, me afastar de você enquanto dava. Mas eu não podia. Meu fígado dava uma pontada toda vez que eu te olhava, me puxando para não olhar nos teus olhos novamente.
E eu nem precisei falar com você. Meu pulmão agradece, porque senão teria que trabalhar em dobro. Minha boca se travou, e eu olhei de relance. Só. Mas olhei várias vezes de relance, porque meu coração, egoísta, masoquista e misógino como ele me pedia pra te olhar o máximo que conseguisse.
Não importava o quanto eu estava lindo naquele dia, o quanto eu estivesse me sentindo bem. Você sempre seria mais belo. Sempre. E o mar me chamou, e eu saí correndo. Uma calçada a beira-mar faz estragos, enquanto meu corpo todo me puxava pra longe, meu coração ansiava tapar-se com a tua argamassa de ilusões. E enquanto eu soltava piadas frouxas e ridículas, uma luta tremenda ocorria dentro de mim. No fim, consegui até ser engraçado. O interior de ninguém importa realmente numa festa.
No fim, eu consegui ser engraçado. Bem engraçado. Dizem que quanto mais triste o palhaço melhor ele é. Bem, não é verdade. Eu estava feliz, só por respirar o mesmo ar, por te ter como paisagem. E estava também irremediavelmente mortificado por tudo isso ser não mais do que um fantasma. Um falso amor. E no fim da noite, só me sobram os gritos e o cansaço. Talvez isso seja verdade.
E o pior de tudo, é que você Não Vale A Pena.
Simplesmente não vale.
http://www.youtube.com/watch?v=S1LtIULGGDM
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Ósmio
Meu espírito é como o Ósmio - Denso, denso... (22,4)
Metálico, prateado, frágil, belo.
Aguenta as altas temperaturas da vida. (3.033 °C)
No ar, na natureza, tende a se transformar em um veneno. (OsO4)
E por ser frágil e instável, só pode ser usado em ligas com outros metais. (O Irídio, por exemplo)
A solidão lhe é fatal.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Lágrimas de Sol
Lágrimas de Sol,
Deslize de luz,
Girassol dos desejos,
Solar.
Estrelas da manhã,
Tuas lágrimas nas minhas,
Rios incandescentes,
Nada mais que afluentes,
Mar de alvorecer.
Vertigem de fótons,
Queda de sonhos,
Faísca estancada,
Lume de sonhos.
Minha manhã na tua.
Assinar:
Postagens (Atom)















