quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Silver Night


Silver Night

Endless waters that flows trough me,
Bringing me blue news from above.

That river that runs into my soul,
Found in the sea the perfect road.

The colourfast shine in my eyes,
Reflex of the bright that glows on highs.

Senseless waves that hit my heart,
In a unbreakable search for the pearl´s silver night.

Those who knows the dark,
Knows the need of light,
Can see the abyss´s soft spark.

Open the clam whos can going on,
It hides on the shadows,
The Ultimate Unknow.




This is one of my best shoots. So proud of being able to do things as beautiful as this.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Príncipe Desencantado

A - Luís levou um fora? Não acredito. Como? Bonito do jeito que ele é?
B - Pois é, vai entender.
C - Talvez ela se interesse por alguma coisa além de beleza.
A & B - Eita, precisava disso? Que coice.
C - Se alguém vai ser o Príncipe Triste Desencantado, alguém tem que ser o Cavalo Branco né?
A - E o cavalo vai ser você?
C - Não, eu vou ser o Burro que fala. Imbecil.
B - Alguém tá assistindo Shrek demais.
C - Deve ser a sua mãe.
A - Rapaz, o Luís levou um fora... não acredito.

sábado, 24 de setembro de 2011

O Tango da poesia


O Tango da Poesia

Escrever é como dançar tango,
As palavras são as pernas,
Os versos são os passos,
As rimas são os braços,
Que entrelaçam coisas belas.

O vestido tem cor,
E a elegância é necessária,
E se corcunda o for,
De Notre Dame se ouvirá a badalada.

As palavras ao serpentearem no chão,
Revelam obtusa a malícia,
De quem seduz a solidão,
E faz dela um bonito broche de ametista.

domingo, 11 de setembro de 2011

Tinta Negra - Corrupção



Tinta Negra - Corrupção

Passa a pena pelo papel,
E rouba o suor alheio,
Urubus de penas infinitas,
E tinta de sangue, preto.

Urubus que voam pelo Planalto,
E que se pintam de Carcarás.
Mas no cordeiro a garra enfia,
E com seu sangue vão se lavar.

E o sangue se mistura com a tinta.
É insolúvel a solução?
Sacrifício, luta e trabalho,
Apanhados pela palma de uma só mão.

E a carcaça somos todos nós,
Que andamos de ônibus em dias quentes,
E ninguém escuta a nossa voz,
Já fraca, cansada e demente.

Berremos.
Ele está no meio de nós.
Corações ao alto.
Nosso coração está no planalto.
Podre, decaído, Ensanguentado.
Amém.

Rosa Negra - Traição



Rosa Negra - Traição

O espinho que entra na mão,
Profundo, que trinca o osso,
Derrama o sangue em vão,
Pela inocência que a segura, grosso.

A Rosa Negra do egoísmo,
Atrai mãos incautas,
Rasga a pele pelo cinismo,
E espalha suas farpas.

A inocência procurou-a no jardim,
Mesmerizada pela opaca beleza,
Pensou que fosse como o jasmim,
Mas da estética virou presa.

Pétalas pretas jogadas no mar,
Sonhos inócuos afogados,
Buquê de insensatez, noir
Nem tangos, nem blues, só fados.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=7v0XhQ_ObIk&feature=player_embedded#!

domingo, 4 de setembro de 2011

Orquídia Negra


Orquídia Negra - Solidão

Semente que é lançada,
Raiz que dança na terra,
Cavando o seu espaço,
Rasgando ondulante a treva.

Orvalho que toca a flor,
Beijo urbano de varanda,
Como um abraço em calor,
Que espalha as profusões insanas.

Ele afastou o cabelo dela
Como quem rearranja um jarro em flor,
Circulando sua face delicada,
Com os dedos por ela deslizou.

Saudade que fica, latente,
Saudade que dói, regente.
Desespero que disfarça, ator.

Foi o seu último encontro,
Foi a sua última vez,
Cada toque de pele capturava
O tanto que conseguia de tez.

O adeus que tanto mortifica,
É o mesmo que tanta vida traz,
Aquele beijo,
Aquela despedida.
E a sensação de ter vivido mais.
(Ou nunca mais)

A Orquídea dos desencontros
Floriu então.
Na Varanda.
No Poente.
Mais até que Morena.
Negra.

sábado, 20 de agosto de 2011

Zé Galinha


"Política". Polis. Grécia. Etimologia.

Hoje a palavra está irremediavelmente manchada. Tão podre que nos causa a asco ao ouvi-la. Principalmente quando associada aos palácios brancos do planalto central.

Parabéns a todos os políticos que tornaram isso possível, tornando acessível o entendimento da palavra ao resto da população, mesmo que tenha, digamos, um sentido distorcido.

Começaram a utilizar o sentido vulgar da palavra. Emporcalharam o sistema público. Causa ou efeito? O ovo ou a Galinha? Nem Darwin explica quem veio primeiro nesse caso aí, onde o reflexo do sentido foi se transformando na própria imagem.

Só sei de uma coisa, que se eu fosse a galinha eu teria muito cuidado pra não ser sequestrada, ou roubarem meu ovo, porque do jeito que as coisas vão, só é o que falta aparecer no Jornal Nacional agora é:

"Deputado é flagrado com galinha roubada escondida nas partes íntimas!"

Quando interrogado sobre o caso, o político honesto e proselitista alegou:

"Erotismo entre as espécies! Erotismo entre as espécies! Foi tudo por amor!"

Zé Galinha então, agora com um novo apelido e graças a sua popularidade, ganhou dois ministérios recém criados de uma vez: Ministério da Agropecuária Aviária, e Ministério Da Diversidade Sexual Entre As Espécies.

E graças a Legenda eleitoral, histórias parecidas aconteceram com Zé do Boi, Zé do Jegue, e Zé da Ovelha.

O Povo Brasileiro foi vingado no dia então que um dos Zés tentou esconder um Diabo da Tasmânia nas partes íntimas. Nunca a democracia funcionou tão bem no mundo. Esse foi o dia em que o povo deixou de ser Galinha, e começou a ser um verdadeiro demônio na hora de exigir seus direitos. Taz que o diga.

Fim.

Descobertas Etéreas


Deus é como o ar que sustenta a vida, não pode ser visto em sua essência, mas reconhecemos as consequências de suas ações, como o farfalhar das folhas de uma palmeira. Por não sermos leves e sensíveis como a folha, raramente sentimos sua brisa fria no rosto.

Mas essa condição humana é temporária. Somos crianças tão interessadas em descobrir primeiro os brinquedos dentro de nossa casa que esquecemos de ir brincar na varanda e experimentarmos descobertas mais etéreas.

Estamos a um passo de entrar na escolinha... A nossa ciência hoje, tão nova, ainda ignora o ar. Mas quando descobrirmos nas aulas que virão o O2, N2, H2, CO2, 78% de Nitrogênio, passaremos a respirar diferente de certa forma, e a compreender várias coisas, a hematose, por exemplo, que sustenta a vida.

Na primeira Manhã

Quando você perde alguém que ama muito... O que acontece?
O que você faz, como você pensa, como você se comporta?

Quando alguém morre, e você se vê sozinho no mundo, inconsolável, onde a única música que toca no ar é a solidão.

Que é fera, e devora, e é amiga das horas e prima-irmã do tempo.

Como é no dia seguinte, quando você acorda?



Na Primeira Manhã
Alceu Valença


Na primeira manhã que te perdi
Acordei mais cansado que sozinho
Como um conde falando aos passarinhos
Como uma bumba-meu-boi sem capitão
E gemi como geme o arvoredo
Como a brisa descendo das colinas
Como quem perde o prumo e desatina
Como um boi no meio da multidão
Na segunda manhã que te perdi
Era tarde demais pra ser sozinho
Cruzei ruas, estradas e caminhos
Como um carro correndo em contramão
Pelo canto da boca num sussurro
Fiz um canto demente, absurdo
O lamento noturno dos viúvos
Como um gato gemendo no porão
Solidão.


Veja


sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Metonímia do Desejo II

Chegou em casa depois de um longo dia cansativo e inócuo. Bateu a porta deixando suas preocupações na brutalidade sonora. Os vizinhos que se lasquem. Deixou suas coisas em cima da mesa da sala e foi correndo direto pro quarto. Trancou a porta e foi se despindo. Estava sozinha em casa, mas trancar a porta a deixava tranquila. Tirou a blusa branca sem manga, ficando apenas com um sutiã preto e uma calça jeans, que logo saiu também. Ficando com o conjunto preto na frente do espelho, se olhando. Sua pele branca, seus longos cabelos negros, ela se olhava no espelho dona de si, do seu corpo, e por causa dele, dona de outros. Seus traços eram femininos e delicados, suas curvas eram ousadas e chamativas. Exalava sensualidade de cada poro da pele. Foi para o chuveiro. Abriu, e completamente nua, sentiu a água fria lavar seu corpo e serenizar suas agitações. Até a porta do banheiro estava trancada. Pra quê isso tudo? Perguntou para si mesma. Sabia e não sabia. A água começou a deslizar pelo seu corpo, tomando direções diferentes mas partindo todas do rosto inclinado em direção a ducha. As gotas em câmera lenta percorriam sua testa lisa, desciam pelo nariz pequeno, entre os olhos, e saltava pela boca, fazendo o caminho completo pelos lábios que duplamente se umidificavam. Descia pelo queijo, deslizando, alpinista, pelo pescoço, descendo até o seu busto, deslizando mais devagar agora pelos seus seios, contornando toda a sua extensão, passeando como numa pradaria indo até o bico rosado que Ela ostentava orgulhosa. deslizou devagar e caiu no chão. Várias outras gotas vieram. Percorreram caminhos diferentes. Passando pela sua barriga, sua cintura, seu ventre, sua genitália. Ela sentiu um arrepio. Teve a líbida ideia de percorrer o mesmo caminho com suas mãos. E com um dedo desceu leve seu próprio rosto passando provocantemente pela boca e chegando sem demora nos seios, onde abriu as mãos e os apalpou. Sentiu toda a sua potência de fêmea. Se acariciou, sentiu arrepios de prazer. As duas mãos. Os dois seios. Uma mão ficou, a outra foi, dedilhando a barriga chegando até a sua vagina, e com o dedo hábil de quem se conhece, massageou seu clitóris, se provococando gemidos, expansões, contrações, dilatações. Calor. A água fria e seu corpo cada vez mais quente se irmanavam numa dualidade intrigante e inocentemente deliciosa. Começou a agitar seu dedo, fazendo movimentos inimitáveis. Só ela se conhecia o suficiente. Só ela sabia fazer aquilo desse jeito. Aumentou a velocidade. Mais gemidos, mais prazer. Uma onda de calor e êxtase emanava do seu corpo, que implorava para que ela não parasse. Continou implacável na sua luta contra si mesma, obtendo o prazer em cada nota, em cada tom de sussurro, em cada palpitação, em cada pulsação. A onda dentro dela foi crescendo e tomando forma, se espalhando, e como uma sucessão de ondas na maré alta, enchendo seu corpo e mente, invadidos por ondas inquebrantáveis de orgasmos, um atrás do outro. Mal podia se controlar, suas pernas bambas e seu corpo amolecido falhavam na tentativa de ficar em pé do mesmo jeito, ela se contraia para si mesma, numa posição quase fetal, absorvendo cada segundo daquelas sensações. A Água ainda percorria seu corpo, agora mole, extasiado, catatônico.

Fechou o chuveiro. Abriu a porta e se enxugou delicadamente, vestindo logo em seguida seu robe branco quase transparente. Estava descansada, relaxada, plena. Foi até a varanda, abrindo a porta corrediça de vidro dando acesso a murada livre de frente pro mar. Era noite. O vento acariciava sua pele seus cabelos negros, beijando-lhe a face, desviando nos seios, e levantando de leve a sua saia. Esvoaçante. Ela sentia cada brisa como se fosse um beijo, um abraço na cama, um frio que lhe causava deliciosos arrepios no final das costas e na nuca, eriçando seus pêlos. Talvez alguem de outro andar a estivesse vendo. Ela não se importava, talvez até no íntimo gostasse de se exibir, e levar um homem a loucura com uma cena rara daquelas. E o vento soprava mais forte, e arrancava-lhe o calor do corpo e se insinuava cada vez mais na saia, penetrando agora suas reconcavidades, fazendo-a tremer.

Cada movimento na mão, cada sopro de brisa da mais delicada a mais ousada, cada gota de água que percorria seu corpo era Eu.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Água Benta de Chuco nos encostos.

Represas



Represas

Os Homens, engenheiros,
(Com toda a sua racionalidade)
Constroem suas represas.
Desviando, estancando, coagulando...
O fluxo dos seus rios.

Os rios de dentro.
Pois na amplitude Masculina a água não corre.
Estática, independente, paralisada.


Mas a água brota, nascente,
Mesmo que não se queira.
Devagar, descendo, impetuosa,
Descendo e tomando forma.
Se acumula num ponto,
Batendo na porta do abismo.
Se acumula como quem dá um passo.

E os Homens rebentam.
Ou então, secam,
Drenados pela própria vida que tem sede.

Secos ou Molhados,
Eles são estilhaçados pela inércia da morte
Que não permite atrito.
O calor da retenção é inadiável,
E a represa sangra,
Abre as comportas,
E a enchente toma conta,
E afoga o que sobrou do Homem.

Cinzas


Cinzas

Com você eu aprendi a afiar minha própria verdade,
E testá-la depois na minha própria carne.
Burlesca e inócua.
Um carnaval de desinteresses,
Um Pierrot apaixonado pela quarta-feira de cinzas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Punho

Minha pena segue uma linha invisível no papel, sequenciada numa lógica só entendida por quem entende a vida. Ninguém a entende. Talvez o meu punho se entenda.

Ritmado, autônomo e falho. Transparente.
Independente, livre, audaz. Mórbido.
Sereno.
Efêmero.
Eterno?

Baliza

Baliza

Aborto na estrada,
O cavalo desenfreado,
A vida freada,
Ponto Morto.

Marcha ré no retrovisor,
Inócua e inerte,
Baliza na eternidade.

domingo, 31 de julho de 2011

Whatever

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Jesus me ama? eu passei esse tempo todo sem saber disso? Como eu vivi até hoje assim, desamado? E um cachorro é vem me dizer isso. Meu Deus como esses animais são inteligentes. Criaturas divinas! Aleluia! Gloria 3x, Hana Maracantava Suya, Felinos ungidos em Christ(Cristo em inglês).

Eles reconhecem de longe a luz do senhor, tem fé na sua missão, a vitória deles têm sabor de Pedigree!!!

Jesus é fiel... o cachorro também... tá tudo nos conformes do Senhor!!! Ele olhou pra terra, e com sua voz poderosa e iluminada proclamou:

"Em nome da minha lealdade, eu vou colocar o cachorro na terra como símbolo da nova e eterna aliança entre os homens e Eu, Deus. Jeová, Iavé, ou whatever. (Tenho mais nomes que Dragqueens tem repertório de Barbra Streisand)."

E assim surgiram a raça dos cachorros mensageiros divinos. Glória 3x irmão, aleluia!

O senhor é meu Pastor-Alemão, e nada me faltará!!!!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Oração De Um Pseudo-Ateu


Oração De Um Pseudo-Ateu

Que minha voz e meu espírito inundem a sala.
Que meu peito se abra em ar sincopado,
E a voz exploda em cores e sensações.
Que cada centímetro do meu corpo seja devoto.

Permita que meu repertório aumente, e a tessitura se expanda.
Que a varanda seja a minha sacada do teatro,
E que o chuveiro seja ao menos palco.
E que o eco serão as palmas,
E a reverberação cerâmica acústica de madeira em arco.

Que eu seja sacerdote de mim mesmo e do meu canto,
Que o pássaro-eu não creia, ateu, em mais nada.
Mas que reze com todo fervor ao soltar a voz,
Gritos de alerta, na estrada, nos corredores.
Alerta da vida, que passa, e às vezes nem deixa marca.

Perdoai os brancos e a desafinação,
Assim como nós perdoamos o Forró e o Hip-hop.
Não nos deixeis cair na tentação do pop,
Mas livrai-nos de Calypso e da Mulher Melancia,
Amém.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Em setembro
Se Vênus me ajudar
Virá alguém
Eu sou de virgem
E só de imaginar
Me dá vertigem
Minha pedra é ametista
Minha cor, o amarelo
Mas sou sincero
Necessito ir urgente ao dentista
Tenho alma de artista
E tremores nas mãos
Ao meu bem mostrarei
No coração. Um sopro e uma ilusão
Eu sei
Na idade em que estou
Aparecem os tiques, as manias
Transparentes Transparentes
Feito bijuterias
Pelas vitrines
Da Sloper da alma


http://letras.terra.com.br/joao-bosco/46508/

(Insira aqui o título julgares mais apropriado)

(Insira aqui a imagem que julgares mais apropriada)
(Insira aqui o título julgares mais apropriado)

De você eu espero tudo menos o frio,
Que venha o fogo, a tempestade,
A ventania e o deslize.
Um passo em falso.

A morte, o sono,
O sonho e a liberdade,
O salto na profundeza,
A incerteza e a vaidade.

A prisão e o algoz,
A liberdade e o silêncio,
Morre no ar, nós,
Voz que se quebra no vento.

Em ressonância se dispersa na brisa,
Eco se perde no eco de si mesmo,
Chama pelo próprio nome,
E se despedaça contra a realidade.

Na praia escura a maré trás a mortalha,
Do corpo gélido e necrosado,
Morto na calada da solidão.
Não tinha mantos,
O frio levou a sua esperança antes dela brotar.

Eutanásia.
Morreu empedrado no útero,
O nosso futuro.
Aborto.
Espontaneamente planejado.

Mas de você eu só não espero o frio.
O resto a maré me trás de volta.

domingo, 24 de julho de 2011

Procura-se Amy

É, ela morreu. Back to Black, enfim.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As que rasgam as trevas


Pra você se sentir viva no fim do dia.
Quebrando os próprios tabus você se descobre mais e me revela o impensável.

Pode confiar em mim (pode?)
Não vou julgá-la por ser quem és realmente,
E por ser fraca, e não conseguir usar sempre a pesada máscara de mulher que vocês todas têm que usar, onde a sexualidade é um peso, e não uma potência a ser usada, uma ferramenta de prazer e alegria.

E as garotas, as mulheres que rasgam as trevas e cavam a ignorância e se mostram na luz plena. E a fraqueza se descobre em força. Não conseguir segurar a máscara é a prova da força que elas tem que lutar ao serem descobertas, e a andar nas ruas com o rosto e o busto a mostra. A maior das forças. A que nos move em frente em busca de um bem maior e comum a todos. E isso me fascina, me comove, e me admira. Muito obrigado a todas as que rasgam as trevas, porque eu vou sempre rasgá-las também.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Madrinha dos Sonhos Mortos


Madrinha dos Sonhos Mortos

Suór, calor e poeira,
Senzala nos prédios altaneiros,
Panela quente denunciando a macaxeira.

Novela, Datena e as madrugadas,
No quarto velado e escondido,
Passando os paletós e as saias,
De sua senhora e de seu marido.

Cheiro insuportável sanitário,
De água podre e encardida,
Impregna suas mãos cortadas,
E arde profunda a ferida.

Unhas e dedos carcomidos,
De detergente, faca e fome,
Coloca as mãos nos seus ouvidos,
Para tentar lembrar do próprio nome.

É o vulto que chega,
Invisível feito a mentira,
Serviçal das injustiças,
Madrinha dos sonhos mortos.

Abraço Reflexivo

E no fim do dia, quando nos deitamos, somos todos ABSOLUTAMENTE iguais: só queremos alguém do lado para abraçar e ser abraçado de volta.

Pensamentos & Aforismos

- Quem come caviar todo vai pedir feijão com arroz no restaurante
- Poesia = Prosa + Preguiça + Praticidade + Densidade + Som + Cor

(pausa dramática para vocês se concentrarem no que vou dizer)

- A eternidade é uma grande metáfora

(pausa dramática para vocês imaginarem a extensão do que eu disse)

- O infinito também
- Caymmi plagiou o mar
- João Gilberto o silêncio
- Jobim o Vento
- Gal a luz
- Bethânia a terra
- Caetano se plagiou
- Chico plagiou Deus
- Sarah a neblina
- E eu plagiei a solidão




E ler minhas coisas por cima como quem bóia e deixa a vida levar é perda de tempo. Se atreva, mergulhe. O espelho d´água diz mais do que o reflexo da paisagem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

1111 - Código binário? É você?

(Eu quase ia escrevendo um agora falando das nossas diferenças e pá. Mas quer saber? Vou escrever não. Já deu. Sobre você eu já escrevi o suficiente. #NextTopic)

1111 - Vizualizações no Blog, Yéi! - E detalhe para os que acompanham a pouco tempo: O contador tinha chegado em 3000 e pouco mas resetou, do nada, nao sei como, não me pergunte. E em pouco tempo já foi pra 1100 de novo. Obrigado pelos acessos, espero que gostem tanto quanto acessam. Levando em conta que é um blog literário, principalmente lírico(o que não atrai tanta gente quanto um blog humorístico) e as minhas dificuldades de divulgação até que ele ta indo muito bem. Mas ainda sinto falta de comentários... rsrs. Todos são bem-vindos, até pra xingar. É como se fosse a realização do trabalho, o sentimento de reciprocidade, é um feed-back que a gente aqui que escreve precisa.

Sim, ouvi dizer por aí que tem cheiro de livro na parada. O de poemas ta prontíssimo. Quem souber de uma bora editora, plz, me manda o telefone ou e-mail pra contato. Mas tô engajado num projeto literário megalomaníaco com outros dois amigos loucooooos. Tá ficando foda. Primeiro capítulo saiu hoje, de 3:30 da manhã.
Pra quem tiver paciência e não conhecer há muito tempo, recomendo irem láaaa nos posts antigos, tem umas coisas engraçadas, umas divertidas, umas inteligentes, bem construídas, e outras simplesmente ridículas. Enjoy it. Abraços fraternos por trás.

Ps: Mãe, a senhora num ta lendo não né?

domingo, 10 de julho de 2011

Cavalheirismo Satânico

Cavalheirismo Satânico

Vou pegar as cortinas da sala e te fazer um vestido,
Vou re-requentar um cafézinho pra vc, com adoçante, Zerocal,
Vou cantar as coisas mais lindas do mundo em bósnio pra você.
Se quiser, google translator.

Vou te dar um beijo de lado.
Um abraço errado.
Nenhum orgasmo.
Um barraco,
E jóias comestíveis.

Vou botar pra tocar Calypso,
Vamos jantar no Douglas, tudo cru.
Você vai fumar cachimbo, do que fede.
E CD Clássico só É o Tchan.

Meus poemas vao ser Haikai,
Depois Haikiri,
Minhas canções serão Evanescence,
Caetano quando erra,
Waleska Popozuda e Just Dance.

Nosso romantismo vai ser Crepúsculo,
Harry Potter e Stuart Little,
Esqueça Casablanca, Funny Girl,
Ou o que porra o vento levou.

Preto e Branco será o céu,
Tudo o que você ganhará de Londres.
Bebida vai ser chaçada,
Carreteiro e Natasha,
E seremos vizinhos de Flandres.

Risos vai ser Zorra Total,
Novela vai ser mexicana,
Sofá cadeira de praia,
E missa, inquisição na Espanha.
Churrasquinho de herege,
Não espere espeto medalhão.

Cinema vai ser Lobisomen,
Sorvete de monange,
Doces de leite estragado,
Pra quem estiver com muita fome.

Meu bem, se quiser ficar comigo,
Não tenho telefone,
Mande um telegrama, carta,
Ou pergunte pelo meu nome,
Mamãe sabe na certa,
Vai te apontar lá pra baixo,
Descendo as escadas da festa,
Você chega no meu canto,
Dica: É mais quente que o Bessa.

Pierrot Da Eternidade


Para Adnet

Pierrot Da Eternidade

O seu riso é oco,
Sua alegria é metafórica,
O Deus, o Bobo,
E toda sua misericórdia.

A flor, a torta, a água,
Crescem no passo da manufatura,
A vida o devora, aos poucos,
Como uma automática dentadura.

Com a verdade ele corta as trevas,
Sangrando por vezes a inocência,
Sinceridade que brota do couro,
Rasgando primeiro sua essência.

O riso do Palhaço é apaixonante,
Pierrot dos carnavais eternos,
Colombina de frases nuas,
Marionete do cru singelo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Flanela


A Flanela

Ando pelas calçadas,
E os vultos passeiam na amplidão,
O que diferencia o trabalhador do outro,
É a flanela laranja na mão.

Lacunas de luz nos olhos,
Opacos e sem vida,
Enxergam do mesmo tanto,
Partilham a mesma ferida.

Sarjetas que se encontram,
Caminhada só de ida,
Rumo aos que prantam,
Junto ao corpo na avenida.

Nós andamos com medo,
A falta de postes nos enerva,
A dor chega muito cedo,
E a fraqueza abraça as trevas.

A chuva mesmeriza o poste,
Enquanto o pano, irritante, desliza,
No ar, bailando com a morte,
No compasso de suas brisas.

domingo, 3 de julho de 2011

Antônismos

Pedro Antônio = Pedra de Valor Inestimável

fika a duvida:

Valor infinito
Ou...
sem valor nenhum?

Só meu epitáfio dirá. Lacônico e Absoluto.